Resolvi que queria estudar criptologia sem frequentar cursos e, de preferência, sem sair de casa e sem gastar um tostão com livros, apostilas, CDs, etc e tal. Fui à caça de informações pela Internet. Rodei, rodei, pesquisei, googlei, altavistei e me assustei: o material em Português é extremamente escasso, para não dizer inexistente - assim nãããoooooo dááá. Material bom está em italiano, francês, alemão, sueco e, logicamente, em inglês. Foi daí que resolvi publicar gradativamente o que encontrei e o que aprendi. Esta é versão 2.0 do material disponibilizado sob a licença Creative Commons, ou seja, está liberado para você estudar, copiar e distribuir sob a mesma licença, preservando a autoria.
O assunto é de extrema importância para quem se interessa por segurança de dados. É claro que eu logo pensei em destrinchar o blowfish ou coisa que o valha, ainda mais depois que li a notícia de que um bando de malucos estava usando a computação compartilhada (tipo SETI, lembra?) para tentar encontrar o maior número primo do planeta. Falta do que fazer ou coisa de gente séria? Já sei, agora vem a célebre pergunta: o que é que tem a ver o "ucascarça"? Não são fatos desconexos - criptologia e números primos têm tudo a ver. A única coisa é que eu quero e, tenho certeza, vocês também querem saber direitinho como a coisa funciona!
Resolvi começar pelo começo (sábia decisão!), mesmo porque tenho a impressão de que, desde que o homem existe, existe também a vontade de esconder informação. É próprio da natureza humana. Pode dar o nome que quiser - segurança de dados, sigilo de informação, material classificado ou confidencial, segredo profissional, os escambau. A verdade verdadeira é que adoramos esconder o leite. Então, achei que o melhor a fazer seria seguir a história da criptologia.
Além disso, onde tem segredo, tem quem quer descobrir o segredo. Desde os primórdios da história existem métodos para esconder informações, dos mais simples aos mais engenhosos. Como a toda ação corresponde uma reação igual e contrária, desde a Antiguidade também existem os hackers e crackers que bolam métodos para decifrar e decodificar. Chega a ser divertido saber que existiram nerds e geeks que se dedicaram à Criptologia ainda na Antiguidade.
Para minha surpresa, em pouco tempo esta seção do site já é uma das mais visitadas. Descobri que não era tão estranho assim eu gostar do assunto, pois milhares de internautas fizeram com que o ranking do site no Google mostrasse a Aldeia entre os primeiros quando o assunto pesquisado é criptografia ou criptologia! A Criptografia NumaBoa também acabou rendendo um convite para que eu escrevesse um livro. Após alguns meses de intenso trabalho (9 ao todo, como convém a uma gestação normal), CRIPTOGRAFIA - SEGREDOS EMBALADOS PARA VIAGEM foi para as grandes livrarias do país e hoje está esgotado, mas o livro pode ser encomendado na Novatec Editora (venda por demanda). Por estas e por outras, preciso agradecer a calorosa acolhida que todos vocês me deram.
A todos, veteranos ou novatos da Criptografia NumaBoa, um grande abraço
vovó Vicki
Criptografia de chave pública
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- Categoria: Assuntos Gerais
- Última atualização: Quinta, 19 Abril 2012 20:06
- Escrito por vovó Vicki
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Os algoritmos de chave pública representam um grande avanço na criptografia atual. A idéia do primeiro algoritmo do gênero parece ter sido do britânico James Ellis, da Communications Electronic Security Group - CESG, em 1960. Ele revela que se inspirou num texto anônimo escrito no Bell Labs durante a Segunda Guerra Mundial. A Agência Nacional de Segurança dos EUA (National Security Agency - NSA) alega ter inventado a criptografia de chave pública também na década de 1960. Como tanto a CESG, como a NSA, são organizações secretas, estas informações só foram tornadas públicas muitos anos mais tarde.
Na verdade, a criptografia de chave pública ficou conhecida com a atuação de civis. O trabalho pioneiro foi de Ralph Merkle e Martin Hellman, mas o que realmente chamou atenção e causou discussões generalizadas foi o algoritmo criado por Whitfield Diffie e Martin Hellman.
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Classificação das cifras
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- Categoria: Assuntos Gerais
- Última atualização: Quarta, 21 Março 2012 17:23
- Escrito por vovó Vicki
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Muitas vezes as palavras cifra e código são usadas como sinônimos. Mas isto não é correto. Uma cifra é um método de se obter um criptograma tratando os caracteres do texto claro como unidades da cifragem. Geralmente os caracteres são tratados um a um e, excepcionalmente, em grupos de dois ou três. Um código é um método de se obter um criptograma tratando palavras ou conjuntos de palavras do texto claro como unidades da cifragem. Neste caso, o número de substitutos pode chegar a alguns milhares e costumam ser listados em dicionários, conhecidos como nomenclaturas.
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