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Referência: sociedade

16.09.2011 07:29:02

Esta história não é minha, mas já que não encontro a original vou contá-la do meu jeito. Diz-se que no tempo em que o povo ainda comia carne crua um dia uma floresta pegou fogo e um grupo de porcos morreu queimado ali. A turma da cidade de perto do ex-bosque sentiu o cheirinho da carne assada e foi conferir: experimentou comer aqueles porcos do incêndio e, uau!, era muito bom. Decidiram que daquele dia em diante carne crua era coisa do passado. Agora só se comeria carne assada, muito mais saborosa, macia e aromática. Então começaram a pensar em como queimar outra floresta pra assar mais porcos. o.O

 





03.08.2011 18:54:10

Cheiro de mofo, poeira e ácaros costumam me fazer muito mal. Tenho alergia e estas criaturas microscópicas tem o poder de desencadear crises de rinite que podem me deixar de cama por muitos dias com os mesmos sintomas de uma gripe forte dependendo do tempo em que fiquei respirando a tal coisa. Às vezes pego no guarda-roupa uma blusa que não uso há muito tempo e já vejo que naquele instante ela é uma inimiga, está com o cheiro daquilo que pode me derrubar. Na primeira cheirada minhas narinas já reagem com ardência. Putz, mas e se é AQUELA a blusa que quero porque quero usar naquele dia?





29.10.2010 19:28:36

Matei as saudades das paisagens dos campos gerais do Paraná, com direito a pinheiros e pedras da Vila Velha: fui no aniversário de 90 anos da tia Izaura, velhinha lúcida, simpática e otimista, a última viva da geração dos meus avós na família. Coisa boa comemorar, encontrar a parentada sumida, conhecer integrantes novos do “clã”, dar muita risada e ouvir muitas histórias. E é aí que eu queria chegar. Histórias! Contos e crônicas reais com personagens de verdade, que fazem rir até chorar ou até só chorar. Coisa que desde criança conheço, bate-papo com histórias que misturam fatos e fantasias em torno de gente que existe ou existiu. Isto dá raízes, solidifica identidade, explica e dá sentido ao que se é, aponta origens, e entretêm saudavelmente, diverte gratuitamente.

 





23.07.2010 10:21:57

Aqui no interior a gente vê um fenômeno esquisito. Como em qualquer canto num mundo que está se globalizando a gurizada está integrada entre si e com o planeta por conta das vias digitais. É torpedo, lan house, twitter, orkut, e-mail, como em qualquer lugar. Navega, pesquisa, interage. Mas estes jovens são tutoreados em casa e na escola por professores e familiares que não tem a mínima intimidade com este admirável mundo novo. Parece que isto gera uma esquizofrenia coletiva, já que precisam transitar entre dois lados (de um lado, gosto de opostos, como diria a Adriana), um digital, no qual fluem muito melhor que a geração anterior e outro, de cadernos e quadro-negro, que lhes soa teatral mas que é o natural daqueles a quem precisam se submeter. Dicotomia maluca.





09.07.2010 17:17:47

Eu perdi a conta de quantas vezes ouvi as variações desta frase, mesmo em versões menos irônicas ou humilhantes. Seja “enquanto você morar aqui”, ou “enquanto você comer aqui”, ou “enquanto eu pagar suas contas”, o final é sempre parecido com “você terá que me obedecer”. Existe a variação inversa porém sinônima, “só quando você tiver sua casa você poderá fazer o que bem entender”. A cena você já detectou qual é, uma criança, um adolescente, um jovem, enfim, um filho, um dependente financeiro, que está discordando de seu tutor e está sendo colocado em seu lugar na marra. O crime cometido pelo adulto aí é o de estar comprando monetariamente a obediência que não teve competência para conquistar. É um tipo de suborno forçado.





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