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Educação "open source"
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Sex 7 Out 2005 16:35 |
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- Categoria: Aldeia Informa
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Em Janeiro de 2005, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, foi proposto um projeto que tem como alvo final crianças pobres de países como Brasil, China, Tailândia, Egito e África do Sul. O dono da idéia? Nicholas Negroponte.
Nicholas Negroponte é o fundador do MediaLab do Massachussets Institute of Technology, o MIT, e o ambicioso projeto é produzir laptops de US$100. Ao contrário do que se possa pensar, não se trata de um projeto de informática, mas de um projeto de educação! Com o apoio de nomes importantes do mercado de informática, como Google, AMD e News Corps., Negroponte espera que os governos dos países citados adquiram as máquinas para distribuí-las gratuitamente para a população carente, principalmente para as crianças. Além da inclusão digital, e muito mais importante do que isto, o projeto visa a inclusão educacional. Por isto, na minha modesta opinião e se é que eu posso me atrever a meter o nariz onde não fui chamada, é bom começar a cuidar do conteúdo que será oferecido
Negroponte não descarta a possibilidade de permitir que empresas privadas comercializem o produto, contanto que retornem uma parte lucro para o projeto. Será que a idéia é boa ou perigosa? De qualquer maneira, todos os esforços se concentram em fazer do PC de baixo custo o motor de um movimento ativista para espalhar a idéia, semelhante ao que acontece com o sistema operacional livre Linux.
A maquininha de US$100 prevê um processador de 500 MHz, 1 giga de memória e um monitor híbrido flexível, em cores e branco-e-preto. Além disso, deve incluir placas Wi-Fi e de telefonia celular, além de portas USB. Mas uma das características mais surpreendentes deste equipamento é que, para obter energia, o laptop poderá usar a rede elétrica, pilhas recarregáveis e... uma manivela! Usuários de zonas rurais ou residentes nos bolsões miseráveis das grandes cidades podem fazê-lo funcionar no muque. É máquina para ninguém botar defeito e o sonho de consumo de muito brasileiro.
Três vivas para a equipe de pesquisadores e desenvolvedores! Meus votos são para que a idéia se torne realidade e para que os governos cumpram a sua parte. Tomara que no Natal deste ou do próximo ano o Papai Noel tenha muito, mas muito trabalho!